http://www.youtube.com/watch?v=jLjXvSVKdAw&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=yRZUrE-16Ys
"Assinantes determinam o valor do EstadãoEm um desdobramento da campanha "Qual o Valor do Conhecimento?", criada pela Y&R, jornal lança uma ação na qual oferece um plano de assinatura em que o leitor escolhe quanto quer pagarOs assinantes do jornal O Estado de S.Paulo receberam dois convites incomuns na edição desta quinta-feira, 18 de junho. Para explorar o mote de sua nova campanha,"Qual é o valor do conhecimento", o veículo usou a estratégia de oferecer aos leitores a chance deles próprios estabeleceram o valor da informação que recebem.Em um desdobramento da ação criada pela Young&Rubican - que marcou o primeiro trabalho da agência desde a conquista da conta, no último mês de maio - o jornal lançou um novo plano de assinaturas no qual o próprio leitor decide quanto pagar para receber, diariamente, o exemplar do Estadão em sua casa durante um mês. Em um anúncio de uma página, o jornal traz a frase "Hoje é você quem decide quanto vai pagar pela assinatura do Estadão" e explica o regulamento da promoção.A ação vale para todos aqueles que aderirem ao plano de assinatura semestral do jornal até o dia 31 de julho. Somente o valor pago no primeiro mês fica a critério do leitor. A estratégia da agência é, de uma maneira prática, ressaltar a qualidade do seu conteúdo jornalístico e mostrar que uma informação bem apurada e embasada possui um valor diferenciado.Além da liberdade no pagamento da assinatura, o jornal também trouxe uma outra ação em sua edição desta quinta-feira, 18. Em uma sobrecapa, o veículo publicou um encarte, com duas entradas para o Museu de Arte de São Paulo (Masp), acompanhadas da mensagem "Você vai dar sua opinião dizendo quanto você acha que vale visitar o Masp". A ideia é fazer com que os leitores recortem os cupons e visitem o museu, pagando a quantia que desejarem na bilheteria. "
Nos últimos tempos, a informação vem sendo consolidada como o bem mais valioso da sociedade.Com o grande avanço tecnológico, científico e a forte participação popular, a produção de informações e o processamento de idéias ganharam uma velocidade incrível, demandando dos meios de comunicação e da comunidade científica um controle bem mais complexo.Em um tempo que, praticamente, para cada problema existe uma solução, que os conceitos de diferentes áreas se confundem e que a velocidade da comunicação atingiu níveis quase instantâneos, ter o mínimo de conhecimento pode ser considerado questão de sobrevivência.Já podendo ser vista como sinônimo de maturidade, como a informação foi tratada durante o progresso da comunicação? Será que podemos dizer que os meios de comunicação possibilitaram que a sociedade participasse mais efetivamente no debate do conhecimento?Na primeira parte mostrei as diferentes formas de expressão, como a informação é gerada, transmitida e recebida. A partir desses princípios básicos, podemos começar a compreender a evolução e seu valor durante a história da humanidade.
A evolução dos meios de comunicaçãoAntes de qualquer coisa, gostaria de me desculpar com os profissionais de comunicação e deixar claro que não tenho a pretensão de entrar em detalhes ou distorcer a história da profissão. Meu objetivo é, de uma forma mais objetiva possível, refletir como que a informação foi vista pela sociedade a medida que a tecnologia avançava e como isso contribui, de alguma forma, com o nosso comportamento nos dias de hoje.Na parte anterior "imaginei" como seriam dois homens da caverna esboçando sua primeira "comunicação". Nessa época, face a vida primitiva e solitária, não haveria necessidade de uma expressão bem definida. A comunicação era feita basicamente através de gestos, gritos e rabiscos. Isso, inevitavelmente, causava conflitos quando uma compreensão mútua não se fazia possível.Por algum motivo, fez-se necessário alguma organização. Com o tempo, os berros individuais foram dando lugar a expressões padronizadas e entendidas por toda a comunidade. Vivendo em harmonia, o homem foi deixando de ser nômade e começou a estabelecer moradia que o fornecesse condições básicas de sobrevivência.Nessa altura, ficar de fora dos padrões seria como não ser aceito. Os ensinamentos seguiam entre gerações a partir dos mais velhos e cansados. Todas as informações de uma geração eram compartilhadas aos mais jovens, inexperientes e ansiosos, criando gerações cada vez mais preparadas para os desafios daquela época.Porém, o processamento e armazenamento das informações se mostraram bastante limitados. O erro aprendido poderia ser perdido com o tempo, pondo em risco toda a comunidade. Naquela época, a falta de experiência os deixavam vulneráveis e qualquer descuido poderia pôr todos em risco.Para um melhor controle do aprendizado, a evolução da escrita foi fundamental. Como transmitir uma mensagem a distância no espaço e no tempo? Como garantir o registro da sociedade na história? Só a escrita seria capaz de garantir que o conhecimento atravessasse gerações com mais segurança. Uma verdadeira biblioteca, fonte de conhecimento.Com a gradativa evolução da escrita, nasceu, mesmo com gravações em tábuas de pedra, a "imprensa" como a melhor alternativa de divulgação em massa das informações da alta sociedade. O advento do papel e da tinta foram primordiais para sua evolução.A evolução que se seguiu dos meios de comunicação e da sociedade propiciou o surgimento da ciência, agricultura, dos correios, do mercado, esporte, da saúde e de inúmeras outras práticas "organizadas" que ainda convivem conosco.Com o grande crescimento das comunidades, a complexidade das guerras e das atividades sociais, era necessário uma comunicação que oferecesse mais segurança e agilidade. O advento dos pulsos elétricos foi primordial para solucionar essa demanda. Assim, surgiram os primeiros comunicadores.Deixando de lado práticas como sinais de fumaça, refletores de luz, o código morse foi bastante difundido pelo telégrafo elétrico. A informação viaja pelas trincheiras de forma instantânea e somente quem entendesse os códigos seriam capazes de interceptar a comunicação. Logo se mostrou ineficaz, mas pode servir de base para outros equipamentos mais sofisticados.A partir de uma evolução natural e utilizando o mesmo recurso foi que surgiu o telefone. A comunicação entre as pessoas começava a se tornar mais dinâmica e "segura". Mesmo se fazendo necessário de grandes investimentos e estruturas complexas, o ganho com a tecnologia era incalculável. Não pode ser considerado como um gerador de informações, mas é fundamental em sua circulação. Sem dúvidas, pode ser considerada como uma das grandes invenções do século XIX.Pouco tempo depois, ondas eletromagnéticas viajavam pelo ar e eram transformadas em ondas sonoras, sinais digitais ou analógicos. O rádio foi o terceiro equipamento capaz de oferecer o receptor de forma popular. Assim, as informações podiam chegar a milhares de pessoas simultaneamente. Devido aos custos de implantação e manutenção, o transmissor ficava a cargo de grandes corporações e governos.Fazendo uso da mesma tecnologia, a televisão transforma as ondas eletromagnéticas não apenas em som, mas também em imagens. Enquanto o rádio trouxe informações sobre as guerras as casas das famílias dos soldados, a televisão reuniu famílias inteiras na sala, atentas para enxergar o mundo que, antes, eram frutos apenas da imaginação. O mundo todo poderia ser visto por um tubo de vidro, dentro da sua casa.Com tantas opções disponíveis, a informação passou a circular com mais velocidade e atingir regiões cada vez mais isoladas dos centros urbanos. O desenvolvimento dessas tecnologias propiciou uma forte inclusão social. Cada vez mais pessoas começavam a enxergar os acontecimentos do mundo.Até aqui, a sociedade agia meramente como expectador e não tinha meios de participar da geração de informações, a não ser que trabalhasse com os meios de comunicação ou fosse cientista. Mas, logo surgiria uma forme de comunicação que seria capaz de convergir todas mudaria essa relação para sempre.A internet e a mudança na nossa posturaFinalmente, o Computador Pessoal (PC) e seu recurso multimídia, nos brindou com a internet, uma rede de comunicação entre computadores do mundo todo, usando a linha telefônica já instituída. Com uma forte convergência de mídias, a comunicação entre os computadores tornou o fluxo de informação ainda mais dinâmico e globalizado.Nos últimos anos, presenciamos uma profunda evolução da computação e da internet, sendo capaz de assumirmos, de forma clara, o controle do transmissor pela primeira vez na história. Mesmo com algumas limitações e riscos, que será melhor abordado na próxima parte, a sociedade começa a ganhar espaço nos meios de comunicação, sendo capaz de participar do processo de ponta a ponta. Cada vez mais pessoas começavam a participar do evolução do mundo.A era da informaçãoAcompanhamos uma profunda transformação na sociedade, principalmente, na forma de pensar. Contudo, perceba que a informação sempre foi determinante no desenvolvimento da sociedade. A capacidade e a maturidade de um povo sempre esteve intimamente ligado ao nível de informação agregada.O que nos difere das civilizações antigas no tratamento da informação não está em sua importância, mas na nossa capacidade de geração, processamento, armazenagem e transmissão. Hoje, o conhecimento não é monopólio dos poderosos e está disponível a sociedade como um todo.Enquanto antigamente a posição social e profissional de uma pessoa já estava definida antes mesmo do seu nascimento e o conhecimento acumulado apenas definia quão bom seria naquilo que a vida o destinou, hoje, o futuro será determinado de acordo com a informação absorvida.Atualmente, o que define a maturidade de um profissional é a quantidade de conhecimento que ele foi capaz de reunir durante toda a sua formação. Além disso, quando esse atinge um nível que o possibilita processar e gerar novas informações, se faz reconhecido e valorizado pela sociedade.Por outro lado, alguns analistas andam preocupados com a forte exclusão digital e a falta de instruções aos mais jovens quanto ao "bom" uso das tecnologias. Afirmam que, com o tempo, poderá haver um grande abismo entre indivíduos bem informados, e, outros, totalmente excluídos e deficientes de informação.Mais uma vez, a melhor solução para uma era chamada de "da informação" é fazer da escola o berço de todo o conhecimento e oferecer aos "adultos em formação" as condições necessárias de participarem da sociedade com dignidade e respeito.
Os Meios de Comunicação
Por outro lado, os meios de comunicação são os responsáveis por dividir a programação em público (e seu respectivo poder aquisitivo) e horários, o que está intimamente ligado aos patrocinadores, que financiam tal programação através do intervalo comercial: ou seja, o conteúdo, a forma e o horário do programa são nada além de uma marca do patrocinador, mera imagem de sua empresa. O vínculo entre a verba oferecida pelos patrocinadores às emissoras de rádio e televisão é tão alto que tudo o que se noticia deve estar de acordo com o que agrada aos financiadores: assim, o direito à informação (que, em teoria, seria independente e imparcial) desaparece, dissipa-se. A desinformação atua por:
Falta de referência espacial (o espaço real é substituído pelo virtual, onde São Paulo, China, São Carlos e a Europa parecem igualmente próximos e, ao mesmo tempo, identicamente distantes);
Ausência de referência temporal (sem continuidade no tempo, causa ou conseqüências).
A substituição do mundo real por um mundo virtual, composto de retalhos e fragmentos da realidade, sem âncoras no espaço e no tempo. Esta inversão entre realidade e ficção é notável principalmente nas novelas, através de três procedimentos ideologicamente trabalhados:
O tempo da narração é lento, dando a ilusão que cada curto capítulo fosse um dia de nossas vidas;
As personagens, seus hábitos, linguagem, casas, etc., passam a impressão de um realismo tão grande para que a distância entre o espectador e a novela seja a mínima. Embutido nisso, estão as marcas dos produtos e os modos de vida e de pensar que se divulgam na novela;
Assim, a novela passa por relato do real, enquanto o noticiário (que perdeu as referências temporais e espaciais) torna-se irreal. A prova disso são telespectadores que se comovem em demasia com a morte de uma personagem, enquanto um desastre real em algum lugar do mundo (seja na Rússia ou na Vila Pureza) passa por ouvintes inertes e insensíveis ao fato.
A realidade dos telejornais é passada como algo distante e irreal, enquanto as novelas emocionam o país como se fossem problemas reais que afetam a todos.
Mais um detalhe importante enquanto função da mídia contemporânea na deformação de mentes e intelectos: a dispersão da atenção e a infantilização. A mídia divide a programação em blocos de sete a onze minutos, separados por intervalos comerciais. Essa divisão do tempo condiciona o espectador a concentrar sua atenção durante os sete ou onze minutos e a desconcentrá-la durante a pausa publicitária. A atenção e a concentração, a capacidade de abstração intelectual e o exercício do livre pensar foram destruídos. Enquanto isso, a mídia também infantiliza seu público, pois uma atitude declaradamente infantil é não suportar a distância temporal entre seu desejo e a satisfação deste: uma criança chora muito exatamente porque é intolerável para ela a espera para realizar seus desejos.
E, assim, a mídia vem com promessas de gratificação instantânea. Cria o desejo ao mesmo tempo em que oferece seus produtos (através da publicidade e da programação) para satisfazê-los. Se um canal ou uma estação de rádio não atraem, gira-se o dial, troca-se de canal e logo se tem novamente desejos e produtos para satisfazê-los. Também a programação se volta a modelos já consagrados, ao que já sabe-se e gosta-se, e como temos a Cultura como lazer e entretenimento, a mídia satisfaz exatamente nossos desejos mais primitivos, por não exigir atenção, concentração, crítica ou reflexão. Cultura cobra paciência, reflexão, concentração e espírito crítico, em outras palavras, maturidade. A mídia satisfaz por nada cobrar, a não ser que permaneçamos sempre infantis.
No cinema, assim como em toda arte, é possível notar como filmes de qualidade são taxados de chatos e cansativos (por exigir reflexão e maturidade), enquanto as bilheterias de Hollywood fazem fortunas com lazer e entretenimento medíocre.
Mais um de seus traços característicos é um Autoritarismo disfarçado, sob falsa aparência de Democracia. Programas de aconselhamento sempre trazem a opinião de um especialista, que ensina como cuidar dos filhos, como criar cabras, como ver um jogo de futebol, um filme, uma foto, como viver e como pensar. Mas, ao tornar o público infantil, esta postura está carregada de intimidação social, pois o espectador, dócil e passivo, não só é ausente de crítica como acaba absorvendo os hábitos "recomendados" sem qualquer reflexão, tornando-se incompetente para viver e agir sem o apoio do especialista da mídia.
Perversa. Assim é a mídia, enquanto formadora de opinião de nosso país.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
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