sexta-feira, 2 de abril de 2010

Democracia - 3º col. e Curso










A Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico”.



Modificar (Dead fish)

E então veio 1985 e o sonho por liberdade voltou.
E por todas as ruas o povo gritava louco por Diretas já.
Já era hora se fez o tempo, aqueles tempos foram escuros demais.
Toda a esperança vinha das ruas e não havia como perder.
Mas desta vez fomos logrados
por um colégio eleitoral,
transição segura fria e lenta
para os que estavam no poder.
E nosso sonho por saúde e educação
se foi
largado pra depois.
E os militares que esperávamos que um dia iriam pagar
continuam no poder.
Então veio 88,
foi determinado agora sim poderíamos votar/escolher.
Mas um ano depois percebemos o quão estávamos enfraquecidos.
Corações e mentes agora guiados (ordenados) por uma tela de TV.
Nossa vontade já não existia pois agíamos como zumbis.
Pagamos caro pela ilusão,
o moderninho nos enganou.
E enquanto retia nossa poupança
roubava mais que os ladrões.
E nosso sonho por um dia sermos iguais
se foi,
foi deixado pra depois.
E os corruptos que esperávamos que um dia iriam pagar
acabavam de se eleger.
Quando vieram os anos 90
e o caos e o cinza tomou conta de tudo.
Salvadores de pátria agora não iriam mais ajudar.
Não há mais culpados nem inocentes, agora todos irão pagar.
Mas na guerra sublimada aleijados e analfabetos ainda tentam modificar









“Do ponto de vista da ambientação histórica, o enfrentamento pela democratização da gestão educacional e conseqüente participação da comunidade nos espaços de decisão e planejamento da escola, tanto no Ensino Médio, como no Ensino Fundamental origina-se com a luta pela abertura da sociedade brasileira no final dos anos 70 e ao curso de toda década de 80. Constituísse, hoje, como uma referência sócio-histórica dos movimentos sociais contra-hegemônicos que representam os professores, os estudantes e as bases populares.


Neste contexto, verificava-se um amplo processo de mobilização nacional. A expressividade das greves de 1978 e 79 das mais diversas categorias, em especial, a dos metalúrgicos da região do ABC paulista anunciava que a ordem de dominação autoritária chegava ao limite do que a população podia suportar. A luta, que inicialmente, tinha um forte apelo econômico, em torno da tensão capital versus trabalho se constituiu, sem dúvida, como o instrumento alicerce em prol da democratização da sociedade brasileira. A organização dos trabalhadores para construção do movimento repercute favoravelmente na formação de uma consciência política rebelde que não mais aceitará os ditames da ordem social estabelecida.


Não pretendo ressuscitar uma abordagem economicista clássica filiada ao paradigma do conflito para entender os embates políticos travados durante o Regime Militar. Seria uma simplificação grosseira da trama histórica. Nesta linha, não conseguiríamos abraçar a repercussão que a organização social teve na escola, objeto central dessa discussão. É sabido que o movimento por uma gestão escolar democrática não passa exclusivamente por um viés econômico. Busca-se uma escola que vise à inclusão do sujeito no mundo do trabalho, mas que também, seja um espaço de formação integral do cidadão. Então, o embate econômico-corporativo é o passo inicial que se explicita para consciência cidadã do povo brasileiro nesta conjuntura.”



(Dissertação de mestrado Universidade Federal da Bahia)



Na política houve um grande acontecimento encerrando a década, a primeira eleição direta para presidente da republica apos de mais de 20 anos. Isto foi lindo com a democracia de volta, embora quem venceu não convenceu. Foi a vitória dos despolitizados e da televisão.”


Marx afirma, na Crítica da filosofia do direito de Hegel, que "a democracia é o enigma resolvido de toda constituição" (Marx, 1992a [1843], p. 87). Mais do que conceber a democracia como um enigma, Marx a concebe como um "enigma resolvido" (aufgelöste Rätsel). Um enigma resolvido é aquele que se sabe ser a solução do próprio problema para o qual aponta. Trata-se de um conceito que contém em si simultaneamente um enigma e a solução capaz de decifrá-lo. Na qualidade de enigma resolvido de toda constituição, a democracia marxiana apresenta-se como resposta para os problemas levantados pelas formas políticas. O principal destes problemas, de acordo com Marx, diz respeito à contradição entre o Estado e a sociedade civil. É este, afinal, o enigma da modernidade política, que o mais astuto dos discípulos de Hegel soube logo cedo diagnosticar. Ao romper com seu mestre e recusar à política qualquer forma de mediação, Marx faz de seu conceito de verdadeira democracia (wahre Demokratie) a resolução do enigma colocado pelo Estado moderno.

Isso explica por que "na democracia o Estado abstrato deixa de ser o momento governante" (Idem, p. 89). Quando a democracia atinge a sua verdade, ela supera a si mesma, encontrando sua real expressão no processo de desvanecimento do Estado e da sociedade civil – única solução possível para dois extremos reais que, como tais, não admitem mediação. Com a superação (Aufhebung) destes, o político encontra-se definitivamente com o social, e nenhuma relação de subordinação ou dependência passa a ser possível entre uma e outra esfera. No entanto, a realização da democracia foi modernamente concebida na forma de um "Estado democrático": uma aliança impertinente entre dois termos inconciliáveis, afinal "todas as formas de Estado têm a democracia como sua verdade e por esta razão elas são falsas, na medida em que não são a democracia" (Idem, ibidem).

O Estado que desvanece com a verdadeira democracia consiste na forma ilusória daquela que deve ser a comunidade política real (wirklich Gemeinschaft), ou seja, ele é um produto da alienação política. As "falsas democracias", ou as democracias que não são verdadeiras, necessariamente coincidem com uma forma de Estado, seja ela aristocrática, monárquica ou republicana. A verdadeira democracia, por sua vez, não se identifica com nenhuma dessas formas e, ao contrário, se insurge em oposição a elas. A concepção de democracia de Marx é concomitantemente uma democracia para além do Estado (Avineri, 1968, p. 38) e contra o Estado (Abensour, 1998 [1997]) e, nesse sentido, ela rejeita todas as formas políticas que acompanham a moderna idéia de Estado. Por isso, o principal pressuposto do pensamento político de Marx é justamente o de que a contradição entre o Estado e a sociedade civil deve ser superada para que, então, se possa encontrar o verdadeiro significado da democracia. E isso implica pensar a política para além do Estado; ou melhor, isso implica conceber uma outra forma de organização política que possa servir de lugar à democracia.

Não estamos falando sobre a democracia real que a Europa inteira apressa-se em adotar e que consiste em uma democracia bastante especial, diferente de todas as democracias anteriores. Estamos falando sobre uma democracia bastante diferente que representa o meio-termo entre as democracias grega, romana, americana e francesa; em resumo, estamos falando sobre o conceito de democracia. Não estamos falando sobre as coisas que pertencem ao século XIX, e que são ruins e efêmeras, mas sobre categorias que são eternas e que existiam antes de "as montanhas serem sido criadas". Em suma, não estamos discutindo aquilo sobre o que se tem falado, mas uma coisa bastante diferente (Engels, 1845, p. 3).


Confira os links para os vídeos apresentados no laboratório:

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