R E D A Ç Ã O
INSTRUÇÃO: Leia atentamente os seguintes textos.
Ex-prisioneiro iraquiano diz que sua honra foi esmagada
Bagdá - Haider Sabbar Abed aponta para a foto de um prisioneiro
nu, com um capuz e as mãos atrás da cabeça. “Este sou
eu”, identifica. Abed foi um dos sete prisioneiros iraquianos
que aparecem em fotos em posições humilhantes. As imagens
estão no centro de uma tempestade sobre abusos cometidos
por guardas dos EUA na prisão Abu Ghraib, de Bagdá. As
denúncias de abuso criaram revolta no mundo árabe, irritaram
o Congresso dos EUA e fizeram o presidente George W. Bush
prometer uma investigação e a eventual punição dos culpados.
Mas Abed, 36 anos – olhando para as fotos mostradas em todo
o mundo – disse hoje que uma investigação não servirá de
nada para ele. “Vai restaurar minha honra? Minha dignidade
foi esmagada”, afirmou ele à Associated Press. “Bush disse
que (os guardas) serão punidos, mas quem garante? Seriamente,
você acredita que eles serão?”
Nas fotos primeiro mostradas pelo Washington Post e a revista
New Yorker, prisioneiros são mostrados nus, com guardas
ridicularizando-os e forçando-os a ficar em posições humilhantes.
Os presos têm as cabeças cobertas com capuz, mas
Abed se reconheceu nas fotos por tatuagens que tem no corpo.
“Minha mente está afogada com essas memórias ...”, afirmou.
Abed diz ter sido preso porque estava de carona num carro
que foi parado pelos soldados americanos. O motorista, segundo
ele, não tinha documentos. Ambos acabaram detidos.
(estadao.com.br, 06.05.2004.)
Abu Ghraib é aqui
SÃO PAULO - Deu na Anistia Internacional, a respeitada organização
de defesa dos direitos humanos sediada em Londres:
as torturas generalizadas nas delegacias e prisões do Brasil
são comparáveis às praticadas mundo afora na chamada “guerra
ao terror” dos EUA, tão criticada pelo governo brasileiro.
Eu acho que as torturas aqui são piores. São brasileiros torturando
brasileiros na nossa também falida “guerra ao crime”,
sem que nenhuma autoridade mova uma pedra para efetivamente
mudar a situação, sem que a sociedade civil mostre
horror diante do conhecido fato, sem que o Congresso brasileiro,
como ocorre com o dos EUA, investigue a fundo o flagelo
de pardos, pretos e pobres em nossas jaulas. Mesmo o massacre
de 111 detentos no Carandiru, em 1992, passou impune.
Ninguém até hoje cumpriu pena pelas mortes. E o coronel que
comandou a operação elegeu-se deputado por São Paulo.
Pela sua total inoperância no plano interno, o governo Lula
projeta na sua política externa todo o seu mofado esquerdismo
ideológico, amparado na razoável eficiência do Itamaraty.
Assim, apega-se à sanguinária figura de Fidel, chancela a política
de direitos humanos da China e vê nos EUA um inimigo
político, apesar de o país do norte ser o maior comprador de
nossos produtos e um dos maiores investidores em nosso país.
Minha sugestão é que o melhor que a esquerda ainda tem a
oferecer desde a queda do Muro de Berlim, seu humanismo,
seja antes de tudo aplicado aqui mesmo no Brasil.
E que Frei Betto, como assessor especial do presidente Lula,
que no domingo escreveu artigo nesta Folha denunciando as
torturas praticadas por soldados americanos contra iraquianos
na prisão de Abu Ghraib, visite a delegacia mais próxima e
faça um outro artigo para denunciar os torturadores daqui.
Talvez suas palavras tenham alguma repercussão.
(Sérgio Malbergier. Folha de S.Paulo, 27.05.2004.)
Proposição
A tortura a judeus e a pessoas que questionavam a religião
católica, durante a Inquisição, a tortura nos campos de
concentração nazistas, as torturas a dissidentes ou oposicionistas
a regimes ditatoriais ou totalitários no mundo moderno
(inclusive durante o regime militar de
tortura a prisioneiros de guerra no Iraque, a tortura praticada
“oficialmente” em delegacias de polícia e outros órgãos policiais,
todos estes procedimentos se identificam pela negação
dos direitos fundamentais da pessoa humana. Os textos que
serviram de base às questões de números
os textos acima, colocam, sob diferentes pontos de vista e em
diferentes lugares e contextos históricos, a questão do emprego
da tortura por instituições para obter confissões, adesões
ou, mesmo, para punir pessoas resistentes a determinada religião,
ideologia ou regime político que se quer impor pela força.
Releia os textos mencionados e, a seguir, faça uma redação
em prosa, de gênero dissertativo, sobre o tema abaixo,
que constitui a transcrição literal do artigo 5.o da Declaração
Universal dos Direitos do Homem, aprovada e proclamada
pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro
de 1948:
NINGUÉM SERÁ SUBMETIDO A TORTURA NEM A PENAS OU TRATAMENTOS CRUÉIS, DESUMANOS OU DEGRADANTES.
tema muito complicado !
ResponderExcluirtema realmente muito complicado!
ResponderExcluirvou joga cs, muito complicado esse tema rs
ResponderExcluirfudeo vo caga abraço
ResponderExcluirDeu sono este tema , vou dormir
ResponderExcluirTema interessante!
ResponderExcluirDeveria ter algum tema sobre jabuti!
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