Redação – Texto 3
Coloque-se na posição de um jornalista que, com base na leitura do texto abaixo, deverá escrever um editorial, isto é, um artigo jornalístico opinativo, para um importante jornal do país, discutindo o crescimento do e-lixo no Brasil. Seu texto deverá, necessariamente:
a) abordar dois dos problemas relacionados ao crescimento do e-lixo no Brasil levantados pelo texto abaixo;
b) Apontar uma forma possível de enfrentar esse crescimento.
c) Atenção: Por se tratar de um editorial, você deverá atribuir um título ao seu texto.
Lembre-se de que não deverá recorrer à mera colagem de trechos do texto lido.
Aumento na geração de e-lixo e responsabilidade compartilhada
Quando você descarta um equipamento eletrônico, você está gerando o que se conhece como “e-lixo”. São materiais tais como pilhas, baterias, celulares, computadores, televisores, dvd’s, cd’s, rádios, lâmpadas fluorescentes e muitos outros que, se não tiverem uma destinação adequada, vão parar em aterros comuns e contaminam o solo e as águas, trazendo danos ao meio ambiente e para a saúde humana. Com a rápida modernização das tecnologias, os aparelhos tornam-se ultrapassados em uma velocidade assustadora. Na composição dos equipamentos eletrônicos existem substâncias tóxicas como o mercúrio, chumbo, cádmio, belírio e arsênio – altamente perigosos à saúde humana.
A organização das Nações Unidas (ONU) pediu em 22 de fevereiro de 2010 medidas urgentes contra o crescimento exponencial do lixo de origem eletrônica em países emergentes como o Brasil. O programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) apresentou um relatório que ressalta a urgência de estabelecer um processo ambicioso e regulado de coleta e gestão adequada do lixo eletrônico uma vez que a geração desse lixo cresce mundialmente a uma taxa de cerca de 40 milhões de toneladas por ano.
Casemiro Tércio Carvalho, coordenador de planejamento ambiental da secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, credita a posição do Brasil à ampliação da inclusão digital no país e ao aumento do poder aquisitivo das classes C, D e E. Para o professor Fernando S. Meirelles, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a questão do lixo eletrônico no Brasil não é necessariamente um problema de governo. “É um fator cultural. O mercado de reciclados ainda é muito incipiente e não há coletores suficientes”.
Embora ainda tramite no senado o projeto de lei da Política acional de Resíduos Sólidos – PNRS (aprovado pela Câmara dos deputados em março de 2010 após 19 anos de tramitação), é possível fazer alguns comentários sobre o conjunto de obrigações legais que estruturarão juridicamente, no Brasil, a logística reversa (o retorno do equipamento usado para o fabricante ou comerciante), que tem como implicação a responsabilidade compartilhada entre os produtores/fabricantes, os comerciantes e distribuidores, e os consumidores. Está visto que não adianta a boa vontade dos consumidores se não existir uma infraestrutura de recolha do lixo eletrônico. É essa falta de estrutura que representa o grande entrave na política de gestão prevista na PNRS. Não podemos ignorar que a nossa cultura de gestão de resíduos é “zero”. Daí porque o planejamento de política é o ponto inicial para qualquer medida que pretenda ser eficaz nessa área.
(Texto adaptado de várias fontes diferentes)
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
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